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Atualizado a 21 Mar, 2019

Alunos de Viana do Castelo em concurso para harmonizações improváveis

Soalheiro

 

Na próxima semana, a 15 de janeiro, os alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Viana Castelo vão competir num evento sobre harmonizações improváveis. O objetivo do concurso é desafiar os paladares de um prato típico da região, onde a escola está inserida, com diferentes estilos de Soalheiro.

Ao longo do primeiro período, os alunos desenvolveram projetos que serão apresentados a um júri. O evento realiza-se nas instalações da Escola, entre as 11h00 e as 17h30 e conta com a participação de 12 equipas compostas por alunos de cozinha e restaurante.

“O nosso objetivo é contribuir para que estes alunos aprendam a trabalhar com diferentes estilos de vinho, para que possam adaptar esses conhecimentos a vinhos de qualquer parte do mundo”, afirmam os produtores.

O Júri, externo à escola, é composto por Carlos Fernandes, presidente da Confraria dos Gastrónomos do Alto Minho, Hélder Fernandes, Chef e antigo aluno da escola e Lúcia Barbosa, responsável de Produção da Adega da Quinta de Soalheiro.

Trata-se de um desafio que permitirá demonstrar que a gastronomia portuguesa é rica e variada e que pode ser combinada com perfis distintos de Vinho Verde, especificamente dentro da casta Alvarinho.

Aluno de Viana do Castelo

O projeto arrancou no dia 20 de novembro. O modelo base centra-se em visitas formativas ao terroir Monção e Melgaço, a origem do Alvarinho e uma Master Class, para aprender sobre as especificidades dos Vinhos Portugueses, com especial incidência no Vinho Verde e na Casta Alvarinho, e os paralelismos destes com os vinhos do mundo.

O Soalheiro disponibiliza ainda um kit de formação composto por vários vinhos, um info kit explicativo da origem do terroir, Monção e Melgaço, a história do Alvarinho e Fichas Técnicas dos Vinhos.

“Não é preciso beber vinho, para ter cultura de vinho” desmistifica o enólogo Luís Cerdeira quando se refere à formação de base em que os alunos começam a frequentar os cursos profissionais com 14/15 anos. Acrescentando, “o vinho faz parte da nossa tradição. Está enraizado na dieta mediterrânea e é fundamental que os jovens aprendam e evoluam. Não é beber por beber. A cultura do vinho tem a ver com a entrega, com a dedicação, com o simbolismo do momento. Podemos dar história, dar dimensão”.

Na primeira fase deste projeto piloto, participam escolas de norte a sul do país e de diferentes níveis de ensino. O projeto abrange alunos com formações diversas: gestão e administração hoteleira, cozinha, catering, restauração e bar, uma vez que, os sentidos devem ser desafiados e trabalhados num todo para que a harmonia final seja perfeita.

“Acreditamos que o turismo pede criatividade para dar a conhecer o potencial do nosso país. Não podemos estagnar face ao presente. É necessário evoluir e desafiar convenções para que façam ver as potencialidades da nossa terra, do nosso património, das nossas tradições. É preciso saber fazer as escolhas adequadas. O futuro deles prende-se com inovação e diferenciação. Só os melhores se vão destacar”, concluem os produtores.

Durante o primeiro semestre letivo será implementado também nas Escolas de Hotelaria de Fátima, Porto, Coimbra e Faro e na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Porto.